No dia 15 de novembro de 2025, a New-Lar Imobiliária assinala os seus 30 anos de atividade com a realização de uma Gala Comemorativa, na Quinta do Vale Minhoto em Tondela. A New-Lar Imobiliária irá reunir colaboradores, parceiros, entidades, clientes e convidados especiais que contribuíram e continuam a fazer parte do percurso de sucesso desta empresa local.
Ao longo destas três décadas de história temos reforçado o nosso compromisso com a comunidade, apoiando diversas causas solidárias e instituições tanto a nível local como nacional. Neste momento de celebração, a New-Lar Imobiliária mantém esta linha de atuação e, por isso, irá destinar o valor habitualmente aplicado nas tradicionais lembranças do evento para apoiar o equipamento da Cozinha de Autonomia da Casa de Acolhimento do Convívio Jovem.
Conheça, de seguida, este projeto que mereceu a nossa especial atenção, porque juntos podemos, de facto, continuar a fazer a diferença.
“A
Casa de Acolhimento Convívio Jovem é uma resposta social da
Santa Casa da Misericórdia do Vale de Besteiros, em funcionamento desde 1995.
O seu fundador e primeiro Provedor,
Dr. João Almiro, criou o Convívio Jovem com o objetivo de prestar apoio a quem necessitasse, independentemente da idade, problemática ou sexo.
Com as alterações legislativas decorrentes da
Lei n.º 147/99 – Lei de Promoção e Proteção de Crianças e Jovens em Perigo – ocorreram mudanças significativas no funcionamento da Casa, o que levou ao afastamento do seu fundador, por não se rever no novo modelo de intervenção então definido.
A partir de 2005, e de acordo com as atualizações das orientações técnicas da Segurança Social, a Casa passou a acolher
crianças e jovens dos 12 aos 18 anos,
exclusivamente do sexo masculino, num total de
32 crianças e jovens, provenientes de todo o país. A colocação é da responsabilidade do
Centro Distrital de Viseu.
Os jovens que atingem a maioridade podem continuar connosco até aos
25 anos, caso ainda tenham ações pendentes no âmbito do seu projeto de vida e manifestem vontade de permanecer.
A redução do número de vagas resultou da necessidade de uma resposta mais especializada e individualizada, tendo em conta as características cada vez mais complexas dos jovens acolhidos — nomeadamente comportamentos de risco, consumo de substâncias psicoativas, dependência tecnológica e problemáticas de saúde mental. Esta mudança permitiu uma
intervenção mais especializada, individualizada e centrada no jovem, bem como o reforço do
trabalho com as famílias, potenciando a
reintegração familiar sempre que possível.
Independentemente da idade, todas as crianças e jovens acolhidos encontram-se em
situação de perigo, avaliada pelas entidades competentes e decidida pelo
Tribunal, mediante sinalização da
Segurança Social e/ou das
Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). As situações de perigo podem decorrer de várias circunstâncias, nomeadamente:
- Abandono ou ausência de cuidados adequados;
- Maus-tratos físicos, psicológicos ou abusos sexuais;
- Obrigação de realizar atividades ou trabalhos inadequados à idade, dignidade e situação pessoal;
- Comportamentos ou consumos que afetem gravemente a saúde, segurança, formação ou educação, sem oposição eficaz dos pais ou responsáveis legais.
Com a publicação do
Decreto-Lei n.º 164/2019, de 25 de outubro, surgiram novas orientações estruturais e funcionais que as Casas de Acolhimento devem cumprir.
Estas devem estar
integradas na comunidade, funcionando em
unidades descaracterizadas e não identificáveis, de forma a proporcionar uma vivência mais próxima da realidade familiar e comunitária.
Esta abordagem procura responder às necessidades emocionais de jovens que frequentemente apresentam
estruturas defensivas complexas e
dificuldades na elaboração do sofrimento, manifestando
comportamentos impulsivos e de difícil gestão.
Embora as regras sejam fundamentais para a organização e segurança, para muitas destas crianças e jovens, habituadas a contextos familiares desestruturados, o contacto com normas sociais e rotinas institucionais pode ser percecionado como uma forma de punição.
Assim, e em conformidade com a nova legislação, cada
unidade residencial deverá acolher até
15 crianças e jovens, podendo, em situações excecionais e mediante autorização da
Segurança Social, ultrapassar esse limite.
Com o objetivo de
otimizar o processo de acolhimento e
preservar os vínculos familiares significativos, a Casa de Acolhimento, à luz das novas orientações normativas, passará a
acolher crianças e jovens de ambos os sexos, independentemente da faixa etária.
Esta medida visa
garantir a coesão fraterna, evitando a separação de irmãos e promovendo uma
intervenção educativa e psicossocial mais abrangente, inclusiva e centrada na pessoa.
O novo
modelo organizacional e pedagógico assenta numa
metodologia de inspiração familiar, sustentada em princípios de
proximidade, estabilidade relacional e integração comunitária.
A intervenção privilegia a
inserção das crianças e jovens em contextos normalizadores, promovendo a sua participação em
estruturas educativas, desportivas e culturais da comunidade e proporcionando-lhes
rotinas quotidianas estruturadas e experiências de vida significativas, que favoreçam o
desenvolvimento integral e a
interiorização de normas e valores sociais adequados.
Paralelamente, é desenvolvido um trabalho contínuo de
capacitação para a autonomia e inserção socioprofissional, particularmente na fase de transição para a vida adulta. Este processo é operacionalizado através da implementação de um
Plano Anual de Atividades e de um
Plano Socioeducativo Individual (PSI), instrumentos de planeamento e monitorização que contemplam
ações nas áreas da saúde, educação, formação, gestão doméstica e financeira, lazer, competências pessoais, sociais e emocionais.
Estes planos visam a
promoção da autonomia progressiva, a
responsabilização pessoal e a
construção de projetos de vida sustentáveis, em estreita articulação com a
rede comunitária e institucional.”
Texto concedido pela Casa de Acolhimento do Convívio Jovem da Santa Casa da Misericórdia de Vale de Besteiros.
Sentimo-nos muito gratos por poder fazer parte deste projeto e contribuir para o crescimento e a melhoria das condições de vida das crianças e adolescentes desta instituição.